Coisas que eu pensava antes de ter um bebê

Hoje li essa lista de 50 coisas que a gente só entende depois que vira mãe, do delicioso Macetes de mãe e fiquei pensando em outra lista que volta e meia me faz rir de mim mesma, pensando em quando eu ainda não era mãe: a de coisas que eu pensava antes de ter um bebê.

– Que bebês dormiam o dia todo até uns 5, 6 meses. Imagina minha cara quando a Olívia começou a ficar bastante tempo acordada com menos de 2 meses e eu sem a mínima ideia de como interagir com ela! (Google salva nessa hora)

– Sempre fui chegada numa cervejinha. A natureza é mesmo perfeita e, quando fiquei grávida, não podia nem sentir cheiro de cerveja que enjoava. Mas pensava que, quando a Olívia nascesse, era só fazer um estoque de leite materno, sair pro boteco encher a cara e deixar o bebê com o maridão! Primeiro: não é tão fácil assim estocar leite. Segundo (e mais importante): olha eu saindo de casa sem a Olívia! Ela já tem 10 meses e eu mal consigo passar uma hora longe dela que quase me dá falta de ar.

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– Achava que iria trabalhar no mesmo ritmo que antes, amamentar, cuidar de bebê, arrumar a casa…não dá! Quando a Olívia nasceu, ela virou meu mundo. Larguei meus empregos e consegui terminar meu mestrado aos trancos e barrancos, escrevendo com a luz apagada ao lado da Olívia enquanto ela dormia. Cheguei a fazer algumas consultorias quando ela ainda era muito bebê, mas tudo o que passava pela minha cabeça era: por que eu estou aqui ao invés de estar com a minha filha? O fato é que sim, eu virei mãe e dona de casa, algo que eu abominava e achava completamente impensável para uma feminista. Quando tomei a decisão, entrei em crise, achei que estava perdendo minha identidade. Mas logo me achei na maternidade e vi que era este o único caminho para que eu pudesse criar minha filha da maneira que, para mim, era a correta.

– Achava que chupeta, berço e carrinho eram itens obrigatórios do enxoval do bebê. Por pura falta de informação, eu acabei dando a chupeta, o que, por sorte, não influenciou na amamentação, mas provavelmente influenciará negativamente em outros aspectos. O berço do quarto da Olívia foi usado uma vez para ela dormir e, no dia seguinte, foi desmontado e ela passou a dormir “no chão”. Nunca gostei de berços. Aliás, nunca gostei de nada com grades. Tudo me parecia muito perigoso: pode pular e cair, enfiar a perninha no buraco e, se colocar as almofadas, pode sufocar. Fora que a cena de bebês chorando segurando as grades me entristece muito. Então por que usar? Foi lendo essa matéria aqui que eu achei a solução. Isso foi quando a Olívia tinha 2 meses. Antes disso, ela dormiu, no primeiro mês, no carrinho e, no segundo, em um berço desmontável que ficava grudado com a minha cama. Foi basicamente para este primeiro mês que o carrinho serviu. Depois disso, quase nunca foi usado. Cheguei a trocar por um mais simples, tipo guarda-chuva, mas ela não curte muito, então uso muito pouco. O sling, mesmo com ela pesando 8 kg, ainda é bastante útil.

– Achava que eu teria coragem de colocar a Olívia para dormir no quarto dela desde o primeiro dia em casa. Santa ignorância, Batman! Hoje penso nisso e não vejo de onde tirei a ideia. Bebês precisam de muita cama compartilhada, quarto compartilhado, colo e calor de mãe. Hoje acredito que separar-se do bebê logo que ele nasce é simplesmente cruel e desumano!

– Achava que parir em casa era coisa de gente riponga e maluca. Bom, nada como uma boa cuspida para cima, não é? Depois de ter meu primeiro bebê por cesárea, experiência extremamente traumática que vou relatar em outro post, meu maior sonho na vida agora é ter um lindo parto natural em casa. Nada me parece mais óbvio e tranquilo que um parto domiciliar.

 

parto em casa

– Achava minha vida continuaria igual. Nada, NADA MESMO, tem poder maior de mudar uma mulher do que a maternidade. Eu digo que ser mãe não me mudou, me transformou em outra pessoa. Uma pessoa mais consciente, mais humana, mais emocionada e que consegue compreender melhor o que realmente importa na vida. Meus gostos mudaram, minhas prioridades mudaram e minha visão de mundo mudou. Agora, minha principal designação certamente é a de mãe.

 

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5 opiniões sobre “Coisas que eu pensava antes de ter um bebê

  1. Ser mãe é ser outra categoria de mulher. Percebi isso quando estava grávida e não podia acompanhar o pessoal na bebedeira e aí procurava ficar mais perto das mulheres que eram mães, afinal o meu “novo assunto” não tinha nada de parecido com aqueles que gostavam/gostam da balada.
    Quanto ao “manual dos cuidados com o bebê” penso o seguinte: cada criança é única, assim como os pais tb o são, então cada mãe/pais deve(m) confiar em si para cuidar do seu filho. A mãe conhece seu filho melhor que ninguém. Ela quem sabe dizer o tipo de choro, as necessidades de um determinado momento, o que ele gosta…mas para isso ela precisa prestar mais atenção no seu bebê (deixe os livros de cuidados dos bebês somente em casos emergenciais, como p.ex.: quando tiver diarreia, que alimentos devem ser dados). Esse saber é construído na relação que a mãe tem com seu bebê. E tem mais: conforme essa relação vai se estreitando, além da mamãe ter um conhecimento amplo sobre como seu filho reage diante dos estímulos que lhe são ofertados, o bebê também descobre quem é sua mãe (por isso que eles nos dobram tão facilmente com suas manhas – rsrs). Essa relação é uma via de mão dupla de descobertas e aprendizados (afinal temos que nos controlar quando para não ceder a todas as manhas que fazem!).
    Para finalizar, realço o seu sentimento: ser mãe é a melhor coisa do mundo!!!

    • Outra categoria é ótimo! Mas é isso mesmo…antes de engravidar, fugia das rodinhas de mães, achava tudo muito chato. Mas acho que grávidas e mães sentem cheiro uma da outra e agora é só chegar em algum lugar que a mulherada toda se junta e começa a falar de bebês!
      Concordo com você! Cada mãe conhece seu bebê, a natureza é maravilhosa e o instinto materno não falha! Ser mãe é realmente a melhor coisa do mundo, esses bebês nos fazem muito feliz =)

  2. Mais uma coisa: apoio completamente o parto natural! Senti tanto desconforto com a cesárea que não consegui curtir o momento do nascimento.

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